Por Alcina Pereira
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| Alcina Pereira é Pedagoga |
Você já se perguntou? Eu já! Tenho... (rsrsrs).
Podemos ter várias idades, certo?
A idade que realmente temos (cronológica), a idade que aparentamos ter (biológica), e
a mais importante, a idade que sentimos ter. Essa, em minha opinião, tem a ver com o
que fazemos e como fazemos, tem a ver com o que pensamos e como sentimos a vida.
Envelhecer não significa aceitar passivamente as limitações e deixar de se cuidar.
O ideal mesmo é não se isolar, procurar interagir com outros grupos, às vezes chamados
de “Terceira idade”, outros de “Melhor idade”, mas buscar boas companhias, ter bons
hábitos alimentares, fazer exercícios físicos e cuidar do corpo; manter alimentação
saudável... Pesquisas revelam que o cérebro e o corpo ativos são sinônimos de vida longa e
com mais qualidade.
Hoje comemoramos o dia da pessoa idosa. De acordo com o estatuto do Idoso, aprovado
em 2003, considera-se idoso a pessoa com idade a partir de 60 anos. Segundo o IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil tem 20,6 milhões de idosos,
divulgado no Censo de 2010.
Mas, quantos velhos o Brasil têm? Não sabemos.
Vamos refletir? Segue abaixo o poema: Ser IDOSO ou ser VELHO?
“Idosa é uma pessoa que tem muita idade. Velha é a pessoa que perdeu a jovialidade.
A idade causa degenerescência das células. A velhice causa a degenerescência do espírito.
Por isso nem todo idoso é velho e há velho que ainda nem chegou a ser idoso.
Você é idoso quando sonha. É velho quando apenas dorme.
Você é idoso quando ainda aprende. É velho quando já nem ensina.
Você é idoso quando pratica esporte, ou de alguma outra forma se exercita. É velho quando
apenas descansa.
Você é idoso quando ainda sente amor. É velho quando só tem ciúmes e sentimento de
posse.
Você é idoso quando o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida. É velho quando todos
os dias parecem o último da longa jornada.
Você é idoso quando seu calendário tem amanhãs. É velho quando seu calendário só tem
ontens.
O idoso é aquela pessoa que tem tido a felicidade de viver uma longa vida produtiva, de ter
adquirido uma grande experiência. Ele é uma ponte entre o passado e o presente, como o
jovem é uma ponte entre o presente e o futuro. E é no presente que os dois se encontram.
Velho é aquele que tem carregado o peso dos anos, que em vez de transmitir experiência
às gerações vindouras, transmite pessimismo e desilusão. Para ele, não existe ponte entre o
passado e o presente, existe um fosso que o separa do presente pelo apego ao passado.
O idoso se renova a cada dia que começa; o velho se acaba a cada noite que termina.
O idoso tem seus olhos postos no horizonte de onde o sol desponta e a esperança se
ilumina.
O velho tem sua miopia voltada para os tempos que passaram.
O idoso tem planos. O velho tem saudades.
O idoso curte o que resta da vida. O velho sofre o que o aproxima da morte.
O idoso se moderniza, dialoga com a juventude, procura compreender os novos tempos. O
velho se emperra no seu tempo, se fecha em sua ostra e recusa a modernidade.
O idoso leva uma vida ativa, plena de projetos e de esperanças. Para ele o tempo passa
rápido, mas a velhice nunca chega.
O velho cochila no vazio de sua vida e suas horas se arrastam destituídas de sentido.
As rugas do idoso são bonitas porque foram marcadas pelo sorriso. As rugas do velho são
feias porque foram vincadas pela amargura.
Em resumo, idoso e velho, são duas pessoas que até podem ter a mesma idade no cartório,
mas têm idade bem diferente no coração.”
Há “idosos” com pensamentos e atitudes de jovens e jovens com “velhos” pensamentos.
Um forte abraço aos idosos, e, em especial, para uma jovem de 82 anos, minha mãe.



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