Na primeira eleição marcada pela popularização das redes sociais, contam-se nos dedos as cidades com mais de 200 mil habitantes que vão eleger prefeitos no primeiro turno. Nas capitais, segundo as últimas pesquisas, o pleito já estaria decidido em seis delas: Rio de Janeiro, Porto Alegre, Goiânia, Aracaju, Rio Branco e Boa Vista. Indefinidos, mas com chances de não haver segundo turno em Natal, Belo Horizonte e Maceió.
Os números da última rodada de pesquisa, que começou a ser divulgada desde o dia 3 de outubro, mostram três surpresas e uma disputa voto a voto. A mais curiosa delas, em Fortaleza, onde o candidato do DEM, Moroni Torgan, começou com potencial para liquidar o pleito no primeiro turno, mas foi perdendo fôlego. Na última pesquisa do Ibope, ele estava com 15%, metade das intenções de votos que tinha em meados de agosto. Em Fortaleza a disputa deverá ficar entre dois partidários do governo federal. No Ibope da semana passada, Roberto Cláudio tinha 25% e Elmano de Freitas (PT) 23%.
A segunda virada ocorreu em Salvador. No início da campanha eleitoral, o deputado federal AMC Neto, herdeiro político do avô, o "coronel" Antônio Carlos Magalhães (DEM), despontava como franco favorito, beneficiado eleitoralmente pela greve de policiais de Bahia que desgastaram o governador petista Jacques Wagner. No decorrer do processo, ACM Neto foi alcançado pelo candidato Nelson Peregrino (PT). Na última pesquisa do Ibope, o neto de ACM tinha 34% das intenções de voto e Nelson Peregrino (PT) 31%.
A maior reviravolta da atual campanha ocorreu no Recife, onde o candidato do PT, senador Humberto Costa era apontado como favorito no início do ano. Mas um racha entre petistas e o PSB do governador Eduardo Campos mudou o quadro político da capital pernambucana. Costa está hoje em terceiro lugar. As pesquisas projetam um segundo turno entre Geraldo Júlio (PSB) e Daniel Coelho (PSDB).
Indefinida está a situação de Porto Velho, capital de Rondônia. Certeza mesmo só a presença do candidato do PV, Lindomar Garçom no segundo turno. A disputa pelo segundo lugar está entre quatro candidatos: Mariana Carvalho (PSDB) 16%, Mauro Nazif (PSB) 16%, Mário Português (PPS) 15% e Fátima Cleide (PT) 12%. Garçom chega à reta final com 32% da preferência do eleitorado.
Das seis capitais onde o pleito já estaria definido no primeiro turno, segundo as pesquisas, em apenas uma - Aracaju - o candidato é filiado a partido que faz oposição ao governo da presidenta Dilma Rousseff. Oriundo do antigo PDS, João Alves Filho (DEM) tem mais de 50% dos votos. No Rio de Janeiro e em Boa Vista (RR) os candidatos são filiado ao PMDB. Em Goiânia e Rio Branco quem lidera é o PT. Em Porto Alegre, o PDT de Brizola deve fazer administrar a cidade pelos próximos quatro anos.
Lessa critica decisão que cassou registro
Depois de ter o registro cassado por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-governador de Alagoas Ronaldo Lessa (PDT) anunciou no final da de sexta-feira que desistiu de disputar à prefeitura de Maceió. Em seu lugar o partido indicou o ex-deputado federal Jurandir Bóia, que terá como vice o deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT). Com a campanha se dirigindo para ter desfecho logo no primeiro turno, o PMDB, do senador Renan Calheiros, desistiu de indicar o então vice de Lessa, Mosart Amaral, para assumir a cabeça de chapa. As mudanças foram definidas numa reunião com a participação do ex-presidente Fernando Collor de Mello, mas sem Calheiros.
Para cassar o registro, o TSE acatou os argumentos do Ministério Público de que Lessa não poderia ser candidato porque não pagou até 5 de julho, data final para o registro das candidaturas, uma multa de R$ 41 mil fixada pela Justiça Eleitoral por causa de propaganda eleitoral antecipada em 2006. "Estamos vivendo uma aberração jurídica nesse País", ressaltou.
Fonte: Tribuna do Norte


0 Comentários