A partir dos elementos de informação e das provas produzidas antecipadamente, foi possível elucidar a formação de um verdadeiro “balcão de negócios” no âmbito da Urbana com sérios "indícios" de desvios de recursos públicos em benefício de empresas prestadoras de serviço à Urbana: Construtora Marquise S.A., Líder Limpeza Urbana e Molok Serviços Ambientais Ltda. E ainda negociações espúrias e pagamentos de vantagem indevida à Micarla e a agentes públicos municipais, dentre eles: Luna, Assis e Bosco Afonso, então secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, função exercida até a presente data.
Para o MP, "salta aos olhos a quantidade de ligações que demonstram o entrosamento entre Luna, Bosco Afonso, Assis e Alexandre Cândido, da empresa Molok, para viabilizar os pagamentos em benefício da empresa Molok, à despeito de qualquer preocupação com as normas legais que disciplinam a despesa pública". E "causa estranheza o fato de Bosco Afonso figurar em uma planilha encontrada através da busca e apreensão realizada na casa de Luna em que se verifica o partilhamento de recursos", totalizando R$ 45 mil, depositados em conta de João Bosco.
Em conversa interceptada, Bosco Afonso pergunta a Assis “se saiu alguma coisa para o pessoal da Urbana, lá do Moloque”. E o MP interpreta que, se a Molok é a empresa prestadora de serviço e a Urbana é a ordenadora de despesa, o pagamento de dinheiro da Molok para o pessoal da Urbana só pode dizer respeito ao pagamento de vantagem indevida aos agentes públicos lotados na Companhia.
O MP afirma que está evidentemente o recebimento de vantagem indevida, propina, por parte da Prefeita pelo empresário Alexandre Cândido em razão do contrato de prestação de serviços firmado entre a empresa Molok e a Urbana.
Fonte: DNonline


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