Movimento Passe Livre realiza protesto em Natal

Movimento Passe Livre realizou protesto em Natal nessa sexta-feira (20). Foto: Júnior Santos
Os gritos de protesto ecoaram mais uma vez pelas ruas de Natal em defesa da gratuidade do transporte público. Com o lema “Uma vida sem catracas”, o Movimento Passe Livre (MPL) reuniu cerca de 300 pessoas ontem, por volta das 17h, na esquina das avenidas Bernardo Vieira e Salgado Filho, próximo ao shopping Midway Mall. Os manifestantes seguiram até a Praça André de Albuquerque, na Cidade Alta, onde chegaram às 19h. Pelo caminho, uma minoria que usava máscaras quebrou vidraças de prédios públicos e privados foram atingidas, como as da Assembleia Legislativa e da sede do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed-RN).

Estabelecimentos situados nas adjacências do ponto de concentração dos manifestantes instalaram tapumes para evitar que as vidraças fossem danificadas. Apesar da preocupação com o protesto e a expectativa de baixa movimentação, o shopping Midway Mall, o supermercado Nordestão e a Universidade Potiguar (UnP) não alteraram seus horários de funcionamento na noite de ontem.

Às 17h, cerca de 70 pessoas já estavam concentradas no local marcado pelo MPL. Às 17h45, o número de manifestantes já tinha aumentado e aproximadamente 200 pessoas tomaram a Avenida Bernardo Vieira em meio ao batuque de tambores e gritos de protesto. Em seguida, o grupo tomou conta do cruzamento. Pouco antes das 18h, os manifestantes seguiram pela Avenida Salgado Filho, no sentido Zona Sul-Centro, deixando liberado o outro sentido da via.

A Polícia Militar acompanhou de perto toda a manifestação com viaturas que seguiam tanto atrás do grupo como nas ruas que cruzam a Salgado Filho/Hermes da Fonseca. 

Ao chegaram na Rua Apodi,  o caminhou até Avenida Campos Sales, passou em frente à Câmara Municipal de Natal, onde pessoas soltaram fogos e entoaram palavras de protesto, para depois acessar a Prudente de Morais, pela Rua Jundiaí.

Em seguida, os manifestantes pegaram a Apodi novamente, ponto onde as pedradas em vidraças começaram. Na esquina da Apodi com a Avenida Deodoro da Fonseca, manifestantes jogaram pedras e picharam os muros de uma escola de inglês. Mais à frente, foi a vez da sede do Sindicato dos Médicos. 

Foi nesse ponto que 18 policiais militares seguiram de perto, a pé, a marcha dos manifestantes. Já na Avenida Rio Branco, houve um nova apedrejamento, desta vez a uma loja de roupas. 

Já próximo do fim do caminho montado pelo MPL, o grupo segui pela Rua Coronel Bezerra, tomou o Largo da Junqueira Aires para então chegar na Praça Sete de Setembro. No local, foi a vez da Assembleia Legislativa virar alvo dos protestos. Quatro pedras atravessaram as vidraças da Casa.

O ponto final da caminhada dos manifestantes foi a praça André de Albuquerque. No local, os manifestantes queimaram simbolicamente uma catraca feita de papelão e anunciaram uma reunião do grupo, marcada para hoje, às 14h, no Departamento de Artes (Deart) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Outro evento que ocorre hoje e que foi divulgado no local foi o 1º Encontro Estadual do Movimento Mulher em Luta, que está marcado para as 9h na Escola Estadual Winston Churchill. 

Em plenária do MPL realizada na praça, os manifestantes ainda incentivaram a formação de grupos nas regiões da cidade, a exemplo com os que já foram feitos dentro do Movimento do Passe Livre, nas zonas Norte e Leste de Natal. “A gente entende que não basta ir às ruas. É preciso se organizar para mobilizar mais pessoas”, disse um dos ativistas.


Fonte: TN

Postar um comentário

0 Comentários