Prefeitura prepara licitação e prevê nova UPA da Zona Norte aberta no 2º semestre

    Área no conjunto Gramoré, bairro Lagoa Azul onde será construída nova UPA da Zona Norte - Foto: José        Aldenir/Agora RN


A nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Norte de Natal deve começar a funcionar no segundo semestre de 2026. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho, o projeto já superou as etapas administrativas essenciais. A próxima fase é a abertura da licitação que vai selecionar a empresa responsável pelas obras.

A construção da nova UPA foi autorizada pelo Conselho Municipal de Saúde em dezembro de 2025. Agora, conta também com a aprovação do Ministério da Saúde. Com isso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) concentra esforços na fase final de preparação do projeto executivo, que inclui a elaboração de uma apresentação em 3D da unidade, a ser apresentada à sociedade antes da abertura do processo licitatório.

A estimativa da Prefeitura é de que o custo total da obra fique em torno de R$ 7,8 milhões. A nova UPA será localizada em um terreno pertencente ao Município localizado entre a Avenida Tocantínea e a Rua Marialva, em Lagoa Azul. O novo prédio vai substituir a atual UPA Pajuçara, que deverá ser transformada em uma policlínica. A distância entre a atual UPA e o futuro prédio é de cerca de 1,6 quilômetro.

Apesar de autorizar a migração, o Conselho Municipal de Saúde havia recomendado que a nova UPA fosse erguida no mesmo terreno onde funciona a unidade de Pajuçara. A expansão poderia se dar para um terreno localizado atrás da unidade, que pertence ao Município. O secretário de Saúde, porém, afirmou que há um entrave para essa solução. Ele disse que a atual UPA está em um terreno que pertence originalmente ao Estado. Isso significa que, ao expandir a UPA para o terreno de trás, parte do imóvel ficaria em uma área do Estado e outra parte ficaria num terreno do Município – o que, segundo Geraldo Pinho, não é possível.

De acordo com o secretário Geraldo Pinho, a nova UPA seguirá o modelo mais moderno preconizado pelo Ministério da Saúde, com serviços inéditos ou ampliados em relação à unidade atual. Ele ressaltou que a proposta é entregar uma unidade mais resolutiva, com melhores condições de trabalho para os profissionais e atendimento mais amplo para a população.

“Ela vai ser uma UPA no conceito mais moderno que existe no Ministério da Saúde”, afirmou Geraldo Pinho, em entrevista ao Manhã CBN, da rádio CBN. Entre os serviços previstos, o secretário destacou a implantação de atendimento ortopédico com portas abertas, pequenos procedimentos e pequenas cirurgias.

A nova estrutura também deverá contar com sala de imunização de urgência e uma Sala Lilás, destinada ao acolhimento de mulheres, adolescentes e crianças vítimas de violência. Segundo o secretário, a nova unidade será significativamente maior do que a atual. “Vai ser o dobro da UPA atual”, afirmou.

Atual UPA Pajuçara tem estrutura precárai e será transformada em policlínica – Foto: José Aldenir/Agora RN



Prazos

A expectativa, segundo o secretário, é concluir a atual fase de finalização do projeto ainda em fevereiro. “Devemos terminar agora nesse mês de fevereiro para abrir o processo licitatório”, afirmou. Ele ressaltou que a licitação deve ocorrer de forma ágil.

Ele destacou ainda que o uso de estruturas pré-moldadas permite reduzir significativamente o prazo de execução da obra. Com isso, a Prefeitura trabalha com uma previsão clara de início do funcionamento: segundo semestre.

Problemas estruturais da UPA Pajuçara

Durante a entrevista, Geraldo Pinho detalhou os problemas que hoje afetam a UPA Pajuçara e que motivaram a decisão de substituição da unidade. A estrutura, construída em 2010, utiliza material metálico e apresenta sinais avançados de desgaste, agravados pelas condições climáticas da cidade. Segundo ele, a maresia típica de cidades litorâneas acelerou o processo de deterioração do prédio.

“Ela está toda deteriorada. Está empenada, corroída, está inclinada”, relatou o secretário. Ele explicou que a inclinação da estrutura compromete redes essenciais para o funcionamento do serviço. “E ela estando inclinada, toda rede elétrica, a rede de gás medicinal, de oxigênio, tudo lá dentro está tensionado”, afirmou.

Essas condições tornam inviáveis reformas profundas enquanto a unidade segue funcionando 24 horas por dia. Por isso, a Prefeitura optou por construir uma nova UPA e, posteriormente, redefinir o uso da estrutura atual.

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