Defensora dos negros, servidores públicos e das minorias, Divaneide (13613), aparece muito forte nas pesquisas de Vereador(a) em Natal


A vereadora Divaneide Basílio, 
aparece muito forte nas pesquisas de Vereador(a) em Natal.

Quem é Diva

Sou Divaneide Basílio e moro no Conjunto Santa Catarina, na Zona Norte de Natal, desde meus quatro anos de idade quando vim de Pedro Avelino, com meus pais agricultores rurais, em busca de mais oportunidades e melhores condições de vida. Na infância, atuei nos movimentos culturais e comunitários do conjunto Santa Catarina e da Igreja Católica na Paróquia Santa Maria Mãe.

Fui alfabetizada na escolinha da Igreja, num projeto do Padre Tiago Theisen. Durante o ensino médio, estudei na Escola Estadual Anísio Teixeira e depois ingressei na UFRN, sendo a primeira de minha família a entrar numa universidade pública federal.

Na vida, encontrei Luciano, meu companheiro com quem sou casada e sou mãe de quatro crianças, Gabriela, Maria Rita*, José e Mateus.

HISTÓRIA

Filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT) há 22 anos, me identifico com as causas da juventude, comunidade negra, mulheres, inclusão, movimentos sociais, direito à cidade e de trabalhadores/as. Atualmente, sou presidenta do Partido em Natal.

Tendo ficado na suplência das eleições municipais de 2016, quando obtive 2.236 votos e em 2019 assumi o mandato de vereadora na Câmara Municipal de Natal, onde presido a comissão de Direitos Humanos, Proteção das Mulheres, Idosos, Trabalho e Minorias e sou Vice-presidente da Comissão de Pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

Nossa chegada à Câmara Municipal trouxe a responsabilidade de dar continuidade ao legado do PT, mas também o desafio de inserir os recortes de gênero, classe e raça no debate sobre as políticas públicas de Natal. Também chegamos à CMN de mãos dadas com a nossa militância e é esse impulso coletivo, democrático e progressista que nos motiva diariamente a enfrentar o fascismo, a misoginia e as múltiplas formas de opressão. 



MATERNIDADE

Na minha vida, cada um de meus quatro filhos trouxe uma nova bandeira de luta. Primeiro fui mãe solo de Gabi, hoje com nove anos e adotada pelo meu companheiro Luciano. Minha segunda filha, Maria Rita, faleceu durante o parto. O terceiro é José, adotado por mim e por Luciano. E o caçula, Mateus, tem síndrome de down.

Além disso, a gravidez de Mateus foi de alto risco devido à trombofilia, acarretada pela anemia falciforme, que é própria da comunidade negra.

TRAJETÓRIA POLÍTICA 

Tenho 40 anos e estou no PT há 22, em uma trajetória que descrevo como sendo de “diálogo e posicionamento”. Digo que comecei a entender como a sociedade se divide de forma desigual ainda menina, participando de grupos da igreja que têm viés espiritual, mas também político. Lá aprendi ainda a assumir liderança e a me comunicar melhor. 

Ao me filiar no partido, participei de uma escola de formação de liderança juvenil no México, representando tanto o PT como a Pastoral de Juventude do Meio Popular (PJMP). Na volta, circulei o Nordeste em um movimento de articulação que originou a Rede de Jovens do Nordeste. Nessa Rede tive a oportunidade de promover campanhas de políticas públicas para a juventude, que envolveram principalmente primeiro emprego, protagonismo juvenil e acesso à educação.

Naquela época, em paralelo à Rede, comecei a atuar na Escola de Formação dos Quilombos dos Palmares, de onde hoje é sócia. Trata-se de uma ONG que busca fortalecer os movimentos sociais da região Nordeste.

Posteriormente, entrei no Conselho Nacional de Juventude e participei, em 1999, da Conferência das Nações Unidas. 

Em 2004, fui lançada candidata a vereadora em Natal tendo recebido pouco mais de 1.500 votos. Nessa época, cheguei a ser chefe de gabinete da Secretaria, em Brasília, onde vivi de 2008 a 2012, e também fui consultora nacional para a juventude do Ministério de Desenvolvimento Agrário.

De volta à Natal, em 2015, fui secretária estadual de Juventude do governo Robinson Faria. E em 2016, aconteceu a candidatura que me deu o cargo, mas não apenas isso. Os grupos virtuais temáticos formados para discutir pautas durante a campanha continuam ativos até hoje e é como constrói o seu mandato, com participação popular e ouvindo novos segmentos, além do partido.


Fonte: https://divaneide.com.br/

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